sábado, 31 de julho de 2010
OS ATEUS COITADINHOS! INVERTENDO QUEM PERSEGUE A QUEM.
A Folha de São Paulo publicou uma entrevista de página inteira com Daniel Dennett, em 10 de maio de 2010, a propósito de uma visita que fará ao Brasil em novembro deste mesmo ano. Dennett é um dos mais famosos novos ateus, ou neo-ateístas, que vêm sacudindo o mundo com declarações bombásticas contra religião; mais especificamente, contra o cristianismo. Ao lado de Richard Dawkins, Samuel Harris e Christopher Hitchens, completa o quarteto nefasto conhecido como “Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse”, pois lembram aqueles que despejam o flagelo e perdição sobre a humanidade.
Dennett, que chama na entrevista a crença em Deus de “um ato de desespero”, criticando e encurralando Francis Collins, ex-chefe do programa de pesquisa do Genoma Humano, surpreende ao afirmar que os ateus não são respeitados, mas perseguidos. Chega a ser hilária, a afirmação do Dennett, de que , “... os ateus estão mais ou menos na mesma posição em que estavam os homossexuais nos anos 1950, ou seja, se você admitir que pertence a esse grupo, sua vida está arruinada”. Quem está minimamente a par do que acontece nos Estados Unidos e no mundo, sabe que isso não é verdade, mas o oposto, sim. Os criacionistas são perseguidos, ridicularizados, escorraçados e expulsos das comunidades acadêmicas, independentemente de suas contribuições ao progresso do conhecimento e da ciência. Basta ver o filme “Expelled”, para constatar o que está realmente ocorrendo na academia (disponível no YouTube, legendado, em 10 segmentos).
O CALVINISMO SEGUNDO ENTENDO
Calvinistas estão entre as tradições religiosas mais mal compreendidas da história da Igreja. Sei perfeitamente que alguns deles fizeram por merecer. Há calvinistas que defendem suas convicções sem caridade, gentileza e sensibilidade para com quem diverge. Outros, não conseguem ouvir quem não seja calvinista. Não considero essas atitudes como intrínsecas ao calvinismo. As pessoas são assim porque lhes faltam domínio próprio e humildade, e não porque são calvinistas. Não há nada no calvinismo que exija que calvinistas sejam rudes, intransigentes, mal educados, excessivamente críticos e arrogantes.
Boa parte das acusações que têm sido feitas aos calvinistas, além de serem generalizações injustas, parecem proceder de uma falta de conhecimento adequado do que os calvinistas realmente acreditam. Como não falo por todos, vou dizer o que eu penso sobre alguns desses pontos mais polêmicos.
Para começar, o calvinismo não é um bloco monolítico. Há várias correntes dentro dele. Todas se vêem como legítimas herdeiras do legado de João Calvino, desde presbiterianos liberais até puritanos modernos. Considero-me um calvinista dentro da tradição teológica que elaborou e até hoje mantém a Confissão de Fé de Westminster, muito similar às demais confissões reformadas dos batistas, congregacionais, episcopais e reformados.
sábado, 24 de julho de 2010
RELIGIÃO E DIVÓRCIO SEGUNDO A FOLHA DE SÃO PAULO
A Folha de São Paulo traz hoje um artigo intitulado "Religião não evita fim do casamento". Após cruzamento de dados entre o número de mulheres desquitadas, divorciadas e separadas com a religião à qual elas declararam pertencer, o achado da Folha foi que o número de mulheres divorciadas é proporcionalmente o mesmo em todas as religiões, desde católica até afro-brasileira, passando pelas evangélicas e pentecostais. A conclusão da Folha, portanto, é que religião não segura casamento.
Pessoalmente, eu não me surpreenderia se a pesquisa fosse confiável e os evangélicos tradicionais estivessem incluídos nestas estatísticas. Infelizmente, muitas igrejas evangélicas tradicionais já desistiram a muito de manter o padrão bíblico do casamento conforme a Bíblia ensina e reconhecer como causa de divórcio somente o que a Bíblia prescreve. Hoje, pastores e igrejas casam e descasam por qualquer motivo, numa flagrante desobediência à Palavra de Deus.
Mas, questiono a exatidão da pesquisa da Folha. Ela comete um erro fundamental, que é tratar todos os que declararam ser evangélicos (ou de qualquer outra religião) como se eles tivessem o mesmo compromisso com o Cristianismo bíblico. Notadamente, como também acontece com as demais religiões, existe um número enorme de pessoas que se declaram evangélicas mas que só aparecem nas igrejas aos domingos ou nas datas festivas (Natal, Páscoa, Ano Novo, etc.). São pessoas sem o menor compromisso com o ensino das Escrituras, especialmente no que diz respeito ao casamento.
DIVÓRCIO MAIS FÁCIL AINDA
Acabei de ler a seguinte notícia:
“Em último turno, o plenário do Senado aprovou o projeto do divórcio direto. Essa alteração no texto constitucional acaba com os prazos atualmente necessários entre o fim da convivência do casal e o divórcio, além de tirar da Constituição a figura da separação formal. A lei já passou pela Câmara e não precisa passar pelo crivo do presidente da República. Começa a valer assim que publicada no Diário Oficial.”
Os prazos atuais são estes: o divórcio pode ser pedido após um ano da separação formal (judicial ou no cartório), ou após dois anos da separação de fato (quando o casal deixa de viver junto). Com a nova medida, o pedido de divórcio poderá ser imediato, feito assim que o casal decidir pelo término do casamento. A existência destes prazos se justificava, entre outros motivos, por uma visão elevada do casamento e de sua seriedade. Dava tempo para que as pessoas realmente refletissem se era isto mesmo que queriam. Não poucos voltaram atrás e continuaram casados. Mas agora a coisa banalizou. Descasar e casar de novo se tornaram tão fáceis quanto alugar um apartamento e rescindir o contrato. Aliás, até mais fácil, pois neste último caso, tem multas para serem pagas.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
A CENTRALIDADE DE JESUS CRISTO NAS ESCRITURAS SAGRADAS
Jesus Cristo é o Princípio e o Fim, soberano Senhor e controlador supremo da História. Jesus Cristo é a resplandecente Estrela da manhã, cujo brilho intenso da luz do seu evangelho inunda as nossas almas e dissipa as trevas. Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida, roteiro seguro para o céu, mapa infalível para os santos e deleitosos braços de Deus, porto inerrante para uma eternidade de plena e incomparável felicidade. Jesus Cristo é o Desejado das nações, por cuja aparição gloriosa no solo pecaminoso da História sempre anelou o povo escolhido de Deus.
Jesus Cristo é o coração indesviável do evangelho, magnífica e graciosamente anunciado por Deus aos nossos primeiros pais no Jardim do Éden, transformado em deserto por causa da força predatória do pecado. Jesus é o Descendente da mulher em quem serão benditas todas as famílias da terra, conforme a promessa feita por Deus a Abraão. Jesus Cristo é o Cordeiro providenciado por Deus para tirar o pecado do mundo. Jesus Cristo é o Rei soberano da História, diante de quem todo joelho se há de dobrar num gesto de humilde reconhecimento ao seu senhorio majestático.
LOUVAI A DEUS!
Aleluia! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder.
Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza.
Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa.
Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas.
Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes.
Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes.
Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!
Se o salmo 100 fala do louvor da igreja, no templo, o Salmo 150 fala do louvor cósmico, universal, extensivo a toda criação. Ele é a doxologia universal que encerra o livro dos Salmos. É uma exortação para que todo ser que respire louve ao Senhor. A palavra “LOUVOR”, ênfase teológica do Salmo 150, é tão simplesmente o ato de elogiar a outro superior ou que fez algo digno de elogio. Louvor não é necessariamente um ato de cantar, é mais amplo e abrangente do que simplesmente cantar. Louvar é elogiar, exaltar, magnificar ao Senhor pelo o que Ele é, em primeiro lugar, e pelo o que Ele fez, faz e fará pelo seu povo e pelos que não são, em segundo lugar. O louvor pode se dar por meio de cânticos, leitura e meditação na Palavra, ouvindo sermões, orações, ações de graças, votos, batismo, ceia do Senhor, evangelismo, cuidando misericordiosamente do próximo, sendo um bom mordomo dos bens que o Senhor entrega a nós, dizimando, ofertando, estudando e trabalhando. Se for um sapateiro, fazendo o melhor sapato, se for carpinteiro, fazendo o melhor trabalho possível com a madeira; sendo honesto, quando ser desonesto é o normal; não difamar, não fofocar, não mexericar, não maldizer, não intrigar porque a sua língua e a sua vida, como um todo, deve bendizer ao Senhor!
sexta-feira, 25 de junho de 2010
SOLI DEO GLORIA
Uma das bandeiras mais altaneiramente levantadas pelos Reformadores do século dezesseis foi a que pôs em relevo, acima de qualquer outra realidade, a glória de Deus, o imperioso dever que todo ser humano tem de glorificar única e exclusivamente ao Senhor, de reconhecer que somente Deus, mais nada nem ninguém, é digno de honra, glória, louvor e adoração. Tal doutrina, numa primeira apreciação, parece tremendamente óbvia, afinal das contas, se Deus é Deus, então somente ele pode ser louvado, adorado, exaltado, magnificado, bendito.
No entanto, como bem asseverou João Calvino: “o coração do homem é uma fábrica de ídolos”. Sendo assim, estamos sempre propensos a nos autoglorificarmos ou a glorificarmos a quem supomos pecaminosamente merecer nossos louvores e reconhecimento. Aliás, no exato momento em que a Reforma Protestante hasteava o estandarte do Soli Deo Gloria, a igreja cristã se havia desviado desse princípio inamovível e, ato contínuo, erigido, tanto no culto quanto na vida, altares nos quais o homem ocupava posição de destaque, sendo tratado como se portador de méritos fosse, a ponto de reivindicar para si o que é atributo e prerrogativa indisputável de Deus.
Na vida, o homem imaginava que as suas boas obras eram suficientes para granjear a salvação da sua alma e torná-lo merecedor do favor de Deus. No culto, o excesso de cerimonialismo, pompas, invencionices humanas substituía a simplicidade da pregação da Palavra de Deus, da correta administração dos sacramentos, do louvor agradecido e congregacional e da oração contrita e reverente. No lugar daquilo que Deus prescreve nas Escrituras Sagradas, fundamento primacial do Princípio Regulador do Culto, entronizavam-se performances antropocêntricas roubadoras, por excelência, da glória somente a Deus devida.
MAS, E MATEUS 18...
Já presenciamos diversas situações em que tentativas de exercer a disciplina em pastores, presbíteros, diáconos e líderes e membros em geral que cometeram faltas em público, abertamente, do conhecimento de todos, foram engavetadas sob a alegação de que os denunciantes ou queixosos não cumpriram antes o que Jesus preceitua em Mateus 18:15, "Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão."
Todavia, esses passos iniciais que Jesus estabeleceu aqui têm a ver com irmãos faltosos que pecaram "contra nós" (Mt 18:15-17). Mais adiante no texto, tratando ainda do mesmo assunto, Pedro pergunta a Jesus: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe?” (Mt 18:21). A pergunta de Pedro reflete o entendimento que ele teve das instruções de Jesus quanto ao pecado de um irmão contra ele. Notemos, portanto, que em Mateus 18 o Senhor não tem em mente os pecados públicos cometidos contra a Igreja de Cristo. O Senhor está tratando do caso em que um irmão pecar "contra mim". Num certo sentido, todos os pecados que um irmão comete acabam sendo contra mim, pois sou membro da Igreja que ele ofendeu. Mas, existem ofensas e faltas que me atingem de forma direta, como indivíduo. É disso que Mateus 18 trata.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
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